Alice no país das maravilhas – 2013

Alice teve duas versões do Giramundo: a primeira, com trilha gravada, e a segunda, chamada de “Alice Live”, com Fernanda Takai no papel de Alice e o Pato Fu tocando ao vivo. A música é o eixo central da montagem porque dimensiona a cena e seu tempo, além de integrar os elementos cênicos. Tanto para o teatro de bonecos quanto para o vídeo, a trilha sonora cria uma espécie de “partitura”, que estrutura as coreografias como na dança. Neste sentido, “Alice” é um evento harmônico, que sincroniza atores, bonecos, vídeos e trilha sonora. A cena resultante não pode ser caracterizada nem como ópera, nem como musical, pois nela os diálogos não são cantados. O que ocorre é a transformação permanente da música, que assume diversas funções, ora como espaço ambiente, ora como sonoplastia ou como protagonista em canções marcantes. A presença da música pop, e o uso de tecnologias digitais de projeção, enfatizam o tom fantástico do texto e das imagens, criando cenas de sonho, onde é difícil distinguir realidade e ilusão.

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