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Inspirada
na fantasia para pequena orquestra do compositor francês Camille Saint-Sãens,
o Carnaval dos Animais (1997) é a maior coleção de marionetes
de fio do Giramundo.
Apresenta a clássica história do Sapo e do Jacaré, que,
por terem boca grande, não foram convidados para a festa na floresta.
“A idéia era dar uma alternativa ao Pedro e o Lobo. Aí criamos
Carnaval dos Animais. Era o texto musical que encontramos. E foi o primeiro
espetáculo que teve um patrocínio formal, via Lei de Incentivo.
Pela primeira vez o Giramundo tinha um patrocínio deste tipo.
Queríamos um espetáculo que fosse apresentado depois do Pedro
e o Lobo, no mesmo formato, que fizesse dupla com ele. Mas, pela natureza do
Carnaval dos Animais foi impossível levar a simplicidade. O espetáculo
se complicou, mas também resultou numa série notável de
bonecos de fio, onde o pessoal se exercitou, apurou demais a manipulação.
Ao ponto de agora a gente poder enfrentar qualquer festival que tiver boneco
de fio.
Tem números, como o do jovem pianista, que são de qualidade internacional.
A dança dos avestruzes também é um clássico. É
aquele tipo de espetáculo que o marionetista pode seguir a vida toda
fazendo. É um espetáculo cheio de pequenas descobertas. Inclusive
tem a sombra, que é um bom exercício.
E nós fizemos coisas notáveis, que o público vibra, como,
por exemplo, uma garrafa de plástico transparente se transformar num
peixe maravilhoso em perspectiva.”
Álvaro Apocalypse