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O
Giramundo é um grupo muito ativo. No campo dos espetáculos,
criou 33 peças em 37 anos, o que representa quase uma montagem
por ano. Este ritmo acelerado foi um dos responsáveis pela
significativa coleção de bonecos do grupo e da formação
de uma ampla experiência de montagem de espetáculos para
teatro de bonecos.
Dois
lados coexistem na criação dos espetáculos do
Giramundo: um tradicional, interessado pelas formas históricas
do teatro de bonecos, e outro experimental, orientado pela pesquisa
das possibilidades de encenação com bonecos. Essa dualidade
se traduz praticamente em toda a carreira do Giramundo, especialmente
nas últimas montagens, onde a introdução do video
abriu alternativas de intercâmbio entre teatro de bonecos e
videoanimação. |
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| Programa
de Restauração de Espetáculos |
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| Dirigido
por Beatriz Apocalypse, o programa objetiva formar um repertório
com os espetáculos mais significativos da história do
grupo, e, em parceria com o Museu
Giramundo, criar um acervo vivo, capaz de conservar os bonecos
em performance, movendo-se em sua dimensão cênica. Durante
a trajetória de remontagens do Programa de Restauração,
formaram-se novas equipes de marionetistas responsáveis pela
encenação dos espetáculos, restauração
de bonecos, recriação de cenários e figurinos.
O objetivo final é a formação de um teatro de
repertório em permanente atividade. |
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| A
nova fase |
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| A
produção dos novos espetáculos do Giramundo se
dá por meio de núcleos de criação. Uma
característica marcante destas produções é
o diálogo estabelecido entre as montagens, que ocorre tanto
tecnicamente quanto no estilo e no conteúdo dos espetáculos.
Isso fica evidente na série Miniteatro
Ecológico, mas também está presente nas três
últimas grandes montagens para adultos do grupo: Pinocchio,
A
Flauta Mágica (2006) e Vinte
Mil Léguas Submarinas (2007). Nelas, além de similaridades
de estilo, há uma clara evolução na utilização
das videoanimações, no trabalho corporal dos atores
e na própria criação dos bonecos. |
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