Forma de teatro religioso, o auto foi trazido ao Brasil pelos portugueses. Hoje, porém, traz personagens e temáticas da cultura popular brasileira. São exemplos de auto brasileiro, além das Pastorinhas, o Congado, a Marujada e o Bumba-Meu-Boi.

Neste espetáculo, o Giramundo recorreu à pesquisa de elementos da cultura popular para compor trilha musical, textos, cenografia, figurinos e personagens, gerando uma "montagem-documento", caraterizada pela fidelidade a fenômenos culturais, históricos e antropológicos. Esta linha de raciocínio, iniciada pelo grupo nos anos 70, com a montagem de Um Baú de Fundo Fundo, prosseguiu ao longo dos anos 80 e 90, culminando no espetáculo Os Orixás, de 2001.

O Auto das Pastorinhas conta, através de danças e cantos, a história e a alegoria do menino Jesus. Concebido em 1984 por Álvaro Apocalypse, foi remontado em 2005 por Beatriz Apocalypse - todos os bonecos foram reformados e um novo cenário, construído.

Quase todos os bonecos do Auto das Pastorinhas são do gênero marote, que funciona bem em cenas de dança e figurações. O boneco é manipulado de baixo para cima através de uma vara principal que o sustenta. O marionetista fica atrás de uma tapadeira, que compõe o cenário.